quarta-feira, 2 de julho de 2014

Vampir

Seus cabelos tingidos de azul claro, seus olhos quase pretos - somente se visto de perto seria possível ver o tom amendoado – o corpo bem modelado. Essa era Kanika Goulaine, nome diferente, mas foi o que mais me atraiu nela no inicio.
Tinha um estilo diferente, gostava de calças de tecido, as blusas sempre variavam, mas a gargantilha que ela dizia esconder uma cicatriz de um acidente e o cadarço amarrado ao pulso por um laço, sempre a acompanhavam. E é claro, o cheiro doce que exalava e encantava todos que passavam por ela.
Seus sorrisos doces, suas risadas, seus beijos e caricias me embriagavam, não era fútil e chata como a maioria das garotas com as quais havia ficado, logo, nada melhor que marcar aquela garota como minha – mal eu sabia que era o contrario – e decidi pedi-la em namoro. Ela, como eu já esperava, chorou e disse que me amava.
Depois de algumas semanas, ela me chamou a sua casa depois de uma festa, obviamente, como todo adolescente hormonal, achei que ela queria avançar em nossa relação, mas eu já estava preparado para isso.
Nessa noite, uma blusa rosa e uma calça de tecido era o que compunha suas roupas, a gargantilha estava lá, com o batom violeta claro e o desenho feito a lápis preto vindo a partir do olho direito, ela estava perfeita. Levou-me até seu quarto, e me pediu para sentar na cama. Tirou a gargantilha e virou para mim, dois pontos marcavam sua nuca e em seu sorriso os caninos pareciam fora do lugar. Dois segundos, foi o tempo de consciência que tive antes de sentir o sangue molhar minha camisa azul claro, como seus cabelos.